O Belo Rapaz

Veja ilustre passageiro/
Que belo tipo lindo e faceiro/
Tens ao seu lado./
Quase morreu, pobre coitado/
Salvou-lhe Rhum Creosotado.”

Quem vê aquele belo moço
Não pensa nada além do que passa na superfície.
Quem vê naquele belo moço viço e força,
Não espera nada além de otimismo e alegria.

Não vêem os que vêem a forma externa,
Que o vicejar desaparece a cada centímetro da pele.
E que no fundo, no fundo
Há algo além da imaginação hamletiniana
Há algo a agradar os Augustos anjos da vida.
Há algo alvarento de tão azedo que está.
Há muito de Alvarento nos campos debaixo da pele.

Quero meu Rhum Creosotado!

Sábado, 17 de dezembro de 2011 às 11:51