Ode a São Paulo

Eu não sei se canto louvores à melhor cidade do país,
Ou grito de ódio e raiva por este “sonho infeliz de cidade”.
Acho que isso é ser paulistano,
Ter uma relação esquizofrênica de amor e ódio com a cidade onde vive.
Sim, onde vive!
Pois ser paulistano não é nascer aqui.
É sobreviver aqui.

Feliz aniversário, velha amiga.
Que conhece todos os meus passos, desde o primeiro.
E certamente irá conhecer o derradeiro.
Que sentiu o meu peso ao pular de alegria e viu meu claudicar na tristeza.
Que sentiu minha filha caminhar e meu pai deitar sobre ti uma última vez.
Que aparou meus chutes e meus joelhos, na raiva e nas quedas.
Que sentiu cada lágrima dos meus olhos.
Que presenciou todas as minhas dores de amores.

Cidade mãe, amante, vil e traidora.
Cidade Medéia que mata os filhos.
Cidade Maria que os conforta e ampara.

É de ti que sempre fujo e é a ti que sempre volto.

Amo/odeio-te, cidade gris.

Parabéns, Villa de Piratininga.

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