Arquitetura do amor

Imaginei viver o amor até o fim.
Mas na maioria das vezes
Só percebemos o fim
Depois do fim já ter passado.

Não digo o sentimento,
O amor perdura,
O amor dura, diamante que é.
Continua dentro da gente,
Ele volta e revolta para nos assombrar.
Até ser substituído ou destruído.

Digo do reino de sonho que esse amor constrói.
Um reino de dividir sonhos,
Esperanças,
Lutas,
Otimismos,
Dores e alegrias.

Digo do construir
Pontes, arcos, colunas, alicerces
E torres.

Não torres prisão,
Nem torres de vigilância.
Não torres de proteção.
E sim,
Torres de alcançar a linda lua que ilumina seu bem quando dorme.

E no final, não é um nem outro que destrói essa arquitetura.
Talvez por um deus cruel que não quer que aquele amor, como em Babel,
Alcance a mais pura divindade
Sendo sonho ou verdadeiro.

Talvez o erro seja usar muita paixão na argamassa.
Talvez o erro seja realmente não ter sonhado a arquitetura intrincada das relações humanas.

Les Cités Obscures – François Schuiten

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