O maior dos maiores

De todo mal que me fez
A promessa de um futuro foi o maior.
Não precisa ter inventado sonhos,
Não era necessário fantasiar projetos.

De todo mal que me fez
A promessa de felicidade foi o maior.
Não precisava ter me escondido,
Não precisava ter me humilhado.

De todo mal que me fez
Mentir que me amava foi o maior dos maiores.

Resposta aos fragmentos

Sinceramente…recolhendo os cacos de mim para reconstruir um outro até achar uma vida melhor…
Vida, como dizem, existe só uma…mas eu sozinho já vivi várias por mais de 200 anos.

De concreto nada tenho, procuro me achar profissionalmente num mercado que acha meu currículo genial mas não está disposto a pagar o que va(e)lho. Procuro me achar sentimentalmente depois de um mundo que criei e descobri que a pessoa que amei nasceu para destruir pois é da sua natureza…

Tantos Mis para poucos Sóis.

Pigmaleão revisited

E aquele pedaço de barro insistia em dizer que ele a havia criado.

Prometeu do fígado partido, no máximo lhe havia dado o fogo de alguma sabedoria.
Tudo o que era ela ou dela, vinha de si. 
Afinal não era artista para pintar uma górgona tão bonita. 
Ainda assim teimava em dizer que os outros a viam com os olhos dele.
Como podia, se seus olhos já haviam sido arrancados como um Édipo infeliz quando tudo aconteceu?
As medusas sempre evitam olhar um espelho. 

O que dizer de um espelho que reflete a própria alma.

À menina das sapatilhas amarelas

amar(ela
quanto desejo,
quando passa e penso nas pequenas sapatilhas amarelas.

de difícil não desejo o sorriso
de difícil é ficar perto (dela)
sem estar difícil não estar interessado (nela)

um sorricharme de boca
como a dela
de borboleta,
amarela.

acender o olhar (n/d)ela
é igual olhar pela jan(ela
E a)cor(d)ela
(a)cor(dar).

com a menina de sapatilhas amarelas.