Perdido

Saiu desesperado do bar. Zonzo de tanto beber, tropeçou nas pessoas na calçada. Enfiou as mãos nos bolsos para se certificar que as chaves estavam lá. Ufa, estavam. Mas ainda assim isso não o acalmava.
 Olhou para a rua, tentando lembrar o caminho até fizera. O nervosismo tomara conta e a ansiedade o fazia suar em bicas. A camisa começava a se molhar toda. A sua cara de desespero chamou a compaixão da moça que estava do seu lado.
“Tudo bem com você, cara? Você está passando bem?”
“Não, não. Tudo errado.”
“Será que posso ajudar?” disse a menina. “O que foi?”
“Não estou encontrando. Você não pode me ajudar!” respondeu quase histérico. 
“O que houve? Diga!”
“Onde é que fui amarrar meu bode?”