Num bar

barulho, bebida, conversas e histórias
o que realmente queria era não escutar palavra. queria morder lábios a cada uma que a boca vermelha expirava.

barulho, bebidas, conversas e histórias
não conseguia simplesmente olhar, mas só ver como quem famérico roubava um prato de um corpo inteiro.
um vestido, não lembrava a cor, mas cada flor caía bem, preferível se fossem só coladas no corpo nu. no decote alimento da fome de lingeries, peles, sardas, manchas, bicos, bocas e pelos.

barulho, bebidas, conversas e histórias
ainda que muitas palavras, sua mente nos olhos fugitivos. olhar que pedia olhar e queria corpo.

barulho, bebidas, conversas e histórias
querendo escapar daquilo para onde não saber quando.

barulho, bebida, conversa e histórias
na audácia do roubo, um não, que devesse ser jamais.

na rua, no metrô pensamentos
barulhos, bebidas, conversas, cheiros, histórias, desejos
e nada além.

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