A hora dos ratos

Na escuridão 

Quando o Sol já foi
Saem da toca. 
Nunca se expõem, 
Pois são covardes,
Pois são medrosos. 
Afunda o barco
Quando a água invade
Correm pelo cordame. 
Nunca se expõem 
são covardes,
são medrosos. 

Rosnam os cães 
Os gatos espreitam
Se perdem a fugir pelos buracos. 

Nunca se expõem.
Covardes!!!
Medrosos!!!
Dão-lhes a luz,
Oferecem o mundo. 
E correm para as certezas do esgoto.