Não sentido familiar pelo WhatsApp

“Vou chegar mais cedo no metrô.”

“Se eu pegar o metrô certo eu estarei lá em 30 min. Quase pego o metrô errado. Pode?”
“Pode. Eu deixo.”
“:-)”
“Estou dando uma geralzinha no carro. Abastecer calibrar, água e talvez até ducha.”
“Eu já tomei água e ducha.
Obrigado.
Preciso é me abastecer. Não tomei café. Hehehe”
“Tá faltando calibrar e abastecer. 
:-P”
“Descalibrado sou. Tem jeito não.”
“Somos 2.
Fomos 5. 
Agora somos mais d 7 bilhões”
“Seremos sempre 8.”
“9’s fora nada.”
“Quem dera eu fosse um peixe…”
“Para borbulhar…”
“Tomei luftal.”
“E eu enfezada….”

Dia do pai

A noite não queria que eu dormisse, só consegui pegar no sono eram quase três horas da manhã. Não sem antes de colocar o despertador para às nove horas para ver se conseguia dormir um pouco mais. 
De repente acordo, o telefone tocando às 7 e pouco, apreensivo, assustado, mas era uma querida amiga, sabendo-me madrugador como ela, ligando para me desejar feliz dias dos pais. Falo com a língua enrolada que estava dormindo, ela se desculpa e pede para eu voltar para os braços de Morfeu.
Uma vez acordado raramente volto a dormir e é nessas horas que o caldeirão do diabo chamado mente humana funciona a mil. Penso de como havia me desligado completamente da data. Penso de como é uma data estúpida que comparada comercialmente com os dias das mães é nada. Penso, penso, penso e começo a chorar. Afinal por mais idiota que seja a data nada tinha a celebrar, afinal os motivos para tal festa estavam inalcançáveis: o pai por conta do destino e a filha pela distância.
Daí, como homem não chora, engulo as lágrimas e penso que mais estúpido que a data, era eu chorar por ela. Não pela comercialidade dela, mas pelo fato de que não haver motivo para tristeza. 
Tive um pai que no contabilidade geral do nosso pouco tempo juntos, foi uma das melhores pessoas do mundo. De quem herdei pêlos ruivos no corpo e generosidade , senso de justiça, curiosidade e criatividade em tamanho família. Um pai de quem me orgulho e muito. 
Da filha, o que falar dela? Que ela é meu raio de Sol? Que é ela com seu carinho e existência justifica a minha existência como pai? Que ela com a sua pré-adolescência já coloca o pai de orelha em pé? Que com seu gosto pela música e dança sempre fez sonhar me um pai de uma estrela? Que ela me faz ter orgulho e vaidade pela beleza e inteligência que possui?
Bom, conclui que, no final das contas, não era um mal dia. Sorri. Agradeci mentalmente a amiga que me despertou e acordei de vez. 
Obrigado, senhor Otavio Luiz Venturoli, meu pai. 
Obrigado, Clara Sanson, minha filha. 
Por existirem e darem um motivo para comemorar esta data. 
Amo muito vocês.

Bondade

Ser bom na vida é sobretudo facilitar a vida das pessoas, independente de quem seja, amigo ou inimigo.
Os amigos para que cresçam e os inimigos para que partam.
Sejamos os abridores de caminhos dos outros, que talvez assim nossos caminhos se abram.