hurt, perchance to death

Solitariedade do corpo.
Ninguém sentirá a sua.
E você,
Não, não poderá ter a de ninguém.

Alteridariamente
Podemos fantasiar o grito das células.
Jamais ser a dor,

“Dormir, talvez sonhar – eis o problema:
Pois os sonhos que vierem nesse sono
De morte, uma vez livres deste invólucro
Mortal, fazem cismar.”
(Shakespeare, Hamlet, Ato III, cena I)

e depois da loucura o que é que tem?

Logo ali,
Mais adiante,
Na curva-luz que os olhos alcançam,
Ela está lá.
Todos sabem.
Todos a vêem.
Mas e depois dela?
Alguém pode me dizer?

Será que depois da navilouca a sã idade aparecerá?
Será que além dos muros está o lado da normalidade?
Ou estaremos condenados a nunca enxergar além dos nossos próprios delírios?

Talvez só saiba quem foi,
Mas se sabe que nunca mais voltará.