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Escritos antigos e (in)completos II
Não posso caro amor.Por mais que peçasNão posso.Fazer sambas com rimasComo queres e imaginasNão posso. Melodia e ritmo,Cadência e balançoE confesso que no íntimoEu quero um funkUm jazzUm minueto Não me chame para ver o desfile Nem o baile da TVNem as fantasiasNem as bichasNem o JamelãoNem a PortelaNem a Rosas de OuroNem o carnaval Continue reading
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Escritos antigos e (in)completos I
Será o samba? Será que há um samba que cante a dor que sinto agora?E é possível haver alguém que consiga cantá-lo?Cantá-lo sem desabar?Cantá-lo sem chorar de solidariedade pela dor que sinto? Com certeza será um samba bem cadenciadoComo bate agora meu coração.Um samba com todo os ingredientes. Continue reading
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PÓS – ÉTICA a partir de Manuel Bandeira
Estou farto do intelectualismo descabidoDo intelectualismo virtualDo intelectualismo demagogo com seus compartilhamentos, likes e manifestações de louvor. Estou farto do intelectualismo que vai averiguar no Google os significados desconhecidos. Abaixo aos puristasTodas essas palavras, extrangeirismos inclusive.Todos os bordões repetitivos dos compartilhamentos ocos.Todas as pretensas rimas e sabedorias inumeráveis. Estou de saco cheio do intelectualismo sedutorPolitizadoMinguadoAidéticoDe Continue reading
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Narizes
Temo-los todos:Compridos,Tortos,Empinados,Largos,Pequenos,Aduncos,Redondos,Inchados,Vermelhos ou sardentos. Quero-os todosEm toda sua diversidade. Quero o nariz de Cleopatra,O de Jimmy Durante. O nariz de Einstein e o nariz de Obelix. Quero o nariz de Dustin HoffmanE o nariz inexistente de Voldemort Quero sobretudo o Nariz de Gogol. O nariz livre e de vontade própria. Para que todos os narizes Continue reading
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Pensa
Fraco me dirijo à morte para que ela com seu abraço acalentador leve embora cada dor e cada sinal de cansaço. Continue reading