Misantropo

Considero a misantropia.
Ela me acompanha há já um tempo.
Desde os dias de doença e do abandono.

Nisso, descobri a desnecessidade do homem comum.
E aprendi a urgência da morte.

Hoje, pensando, sinto falta de algumas pessoas, mas falta alguma de muitas.
O sorriso amarelo da morte já me é companhia há anos.
E por enquanto ela tem perdido as partidas de gamão.

Talvez quando minhas mãos estiverem vazias e o tabuleiro estiver cheio, eu olhe para as pessoas e descubra o que perdi.

Talvez também descubra o quanto ganhei.

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