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Da grande à pequena morte
Cansa-me menos o morrer toda a noite para renascer no dia seguinte, quanto me cansa a pouca duração desta morte. Cansa-me muito mais ainda o tempo que leva para voltar da pequena morte. Continue reading
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Pigmaleão revisited
E aquele pedaço de barro insistia em dizer que ele a havia criado. Prometeu do fígado partido, no máximo lhe havia dado o fogo de alguma sabedoria. Tudo o que era ela ou dela, vinha de si. Afinal não era artista para pintar uma górgona tão bonita. Ainda assim teimava em dizer que os outros Continue reading
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À menina das sapatilhas amarelas
amar(elaquanto desejo,quando passa e penso nas pequenas sapatilhas amarelas. de difícil não desejo o sorrisode difícil é ficar perto (dela)sem estar difícil não estar interessado (nela) um sorricharme de bocacomo a delade borboleta,amarela. acender o olhar (n/d)elaé igual olhar pela jan(elaE a)cor(d)ela(a)cor(dar). com a menina de sapatilhas amarelas. Continue reading
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À menina que lia
a menina que lia lia cummings lia Foucault lia Rosa lia Tolstói Mas o amor não pareceu se importarCom o tempo que troteava… não escutavao grito de Abelardonem o canto do Eduardoque dizia à menina que lia:“—dreads dying least;and Continue reading
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Ré/viéses
Quando o que se achava o mais inteligente se mostrou o mais estúpido.Quando o que se cria o mais doce se revelou o mais cruel.Quando o que se acreditava mais delicado mostrou a verdade em uma bofetada. A beleza, o amor e a delicadeza se transformaram em más águas e em uma tempestade morreu de Continue reading