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Por que estou vestido e armado com as armas da vida
O meu maior patuá é a minha vida. Meus balangandãs são meu humor, meu coração e meu sorriso. Minhas contas são os fios brancos, pretos e vermelhos da minha barba. Meus santos são minha filha, minhas irmãs, minha mãe, meus sobrinhos e meus amigos. E minha cruz carrego em mim e a chamo ser humano. Continue reading
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Noites hospitaleiras
Luzes azuisPiscam no teto da sala. Passos e palavrasChamam nomes,Chamam números. No ar, aroma doce e amargo de atadurasOnde o vermelho da dor se confunde com sangues e polvidine. O gosto da espera só amarga com tempo. Continue reading
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A fabula do burro e da rosa
Certa feita encontrei um burro desabando em lágrimas. Assuntei a razão de tanta lágrima e o animal pranteou: “Declarei meu amor a uma rosa. Que toda prosa, desdenhou. Queria se desapegar das aparências. Queria se libertar dos elogiosE assim se livraria de todas as críticas. A mim, burro que sou, restou uma coisa,E mastiguei a Continue reading
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A(r)Dor de Prometeu
E Prometeu disse a Quíron: “Essas dores serão sempre minhas.Ninguém pode senti-las por mim. Nem suas dores serão maior ou menor que as minhas. Não se minimize diante delas. Solidarize-se.Compaixone-se. Isto é o que basta.” Continue reading